Ação Sustentável

Economia de água é vital para o futuro do planeta

A água domina 75% do planeta Terra. Desse volume, apenas 2,5% é potável, ou seja, própria para consumo. E a grande maioria dessa pequena porcentagem não está acessível. Por isso a economia de água é imprescindível.



A água domina 75% do planeta Terra. Desse volume, apenas 2,5% é potável, ou seja, própria para consumo. E a grande maioria dessa pequena porcentagem não está acessível. Por isso a economia de água é imprescindível.

Estudos divulgados em 2000 pela ONU mostram que em 2025, 45% da população mundial ficará sem água potável. O desperdício de água e o elevado índice de natalidade dos países são os principais motivos desta alarmante situação.

O Brasil sozinho detém pouco mais de 10% de todas as reservas de água doce do planeta, mas não usa nem 1% de todo o seu potencial, e o recurso utilizado, ou está poluído ou se esgotando.

Por isso, as metrópoles enfrentam colapso no abastecimento público por causa dos rios degradados, dos índices assustadores de perdas nas companhias de água e o desperdício inconcebível por parte da população.

 

Nos últimos 50 anos, a população mundial cresceu três vezes mais em relação aos dados anteriores, fazendo o consumo de água aumentar em até seis vezes. Para ajudar, o desperdício desse bem natural também cresce, preocupando autoridades do mundo todo. Carros e calçadas que continuam  lavados com mangueira são apenas um (mau) exemplo disso.

Falta d’água provoca desigualdade social

De acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas), o controle do uso da água significa poder.

As diferenças registradas entre os países desenvolvidos e os em desenvolvimento chocam e evidenciam que a crise mundial dos recursos hídricos está diretamente ligada às desigualdades sociais. Em regiões onde a situação de falta d´água já atinge índices críticos de disponibilidade, como nos países do Continente Africano, a média de consumo de água por pessoa é de dezenove metros cúbicos/dia, ou de dez a quinze litros/pessoa. Já em Nova York, há um consumo exagerado de água doce tratada e potável, onde um cidadão chega a gastar dois mil litros/dia.


Segundo a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), menos da metade da população mundial têm acesso a água potável. A irrigação corresponde a 73% do consumo de água, 21% vai para a indústria e apenas 6% destina-se ao consumo doméstico. Um bilhão e 200 milhões de pessoas (35% da população mundial) não têm acesso a água tratada. Um bilhão e 800 milhões de pessoas (43% da população mundial) não contam com serviços adequados de saneamento básico. Diante desses dados, temos a triste constatação de que dez milhões de pessoas morrem anualmente em decorrência de doenças intestinais transmitidas pela água.


Louça pode Consumir 243 litros d’água

Para se ter uma idéia, uma dona de casa, ao lavar a louça do almoço, pode gastar, em 15 minutos, 243 litros de água potável. Se deixar a torneira aberta por cinco minutos, ao escovar os dentes, a pessoa pode mandar pelo ralo doze litros de água tratada. Mas, as maiores vilãs domésticas são as válvulas convencionais de descarga. Gastando seis ou mais litros de água por fluxo, elas usam mais de 50% de toda água da casa.

Uma das atividades que mais desperdiça água também é a irrigação por canais ou por aspersão, em decorrência de métodos ultrapassados e ineficientes. O não reuso da água para atividades industriais também é outro exemplo que mais se relaciona ao desperdício e à falta de políticas públicas eficientes de controle e gestão.

Além disso, a ação do homem contra as florestas também é preocupante. Em áreas de mata ciliar - que protege as margens dos rios, lagos e nascentes – o homem atua de forma devastadora, provocando sérios problemas de assoreamento dos corpos d´água, carregamento de materiais e resíduos que comprometem a qualidade das águas. Nas áreas de nascentes e cabeceiras, o desmatamento acarreta o progressivo desaparecimento do manancial. Sem cobertura vegetal e proteção das raízes das árvores, as margens dos corpos d´água desbarrancam ocasionando o transbordamento, enchentes e o desvio do curso natural das águas.

Mas a poluição ainda é o maior destruidor de recursos naturais. Por séculos o homem utilizou rios e mares para despejar seus esgotos e efluentes das indústrias, que contém metais pesados e resíduos tóxicos. Agora toda essa sujeira retorna às cidades, atingindo as novas gerações de poluidores. Essa prática resultou na morte de enormes e importantes rios - no estado de São Paulo o maior exemplo é rio Tietê que corta o estado de leste a oeste, com 1.100 quilômetros de extensão, seguido dos rios Jundiaí, Piracicaba, Pinheiros e outros bastante degradados e castigados pela poluição. Nas zonas rurais, os maiores vilões da água são os agrotóxicos utilizados nas lavouras, seguidos do lixo que é jogado nas águas e margens de rios e lagos, além das atividades pecuárias como a suinocultura, esterqueiras e currais, construídos próximos aos corpos d´água.

CS - imprensa

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