Projetos
Ação Sustentável
Sacolas Biodegradáveis representam futuro limpo
No Brasil, são produzidas 210 mil toneladas anuais de plástico, o que já representa quase 10% de todo o lixo do país. Nada biodegradáveis, levam séculos para se decompor na natureza.
Com quase 70 anos de uso, os plásticos representam uma das maiores ameaças para o futuro “sombrio” do nosso planeta. As sacolas plásticas de supermercado, padaria, vídeo-locadora, farmácia e outros tantos estabelecimentos comerciais têm como matéria-prima o plástico filme, feito de uma resina sintética originária do petróleo.
Aqui, no Brasil, são produzidas 210 mil toneladas anuais deste plástico, o que já representa quase 10% de todo o lixo do país. Nada biodegradáveis, levam séculos para se decompor na natureza. E, ainda assim, não há nenhuma legislação ou regulamentação no setor.
Somente no Brasil, um bilhão de sacos plásticos são distribuídos por mês nos supermercados. Isso significa 33 milhões por dia ou 12 bilhões por ano, o que equivale a um consumo familiar médio de 40 quilos de plásticos por ano ou 66 sacos plásticos para cada brasileiro por mês.
Em todo o mundo, cerca de um milhão de sacos plásticos são produzidos, por minuto; quase 1,5 bilhão por dia e mais de 500 bilhões por ano.
Restrições na Europa
Na Alemanha, esse problema foi revertido já na década passada, favorecendo aos distribuidores de sacos plásticos. Quem quiser fazer uso dos sacos deverá pagar 60 centavos de euro por unidade.
Já os irlandeses pagam um imposto por sacola utilizada. O dinheiro arrecadado é destinado para projetos ambientais no país.
A Inglaterra também avaliou seu consumo de sacolas plásticas nas últimas décadas e pediu na última sexta-feira (29) aos seus supermercados, para não distribuir mais os sacos para seus clientes levarem as compras. O governo britânico determinou um ano para as empresas de supermercados adotarem a nova medida. Caso a lei seja desobedecida, será aplicada uma multa ao estabelecimento por sacola distribuída.
A rede britânica de supermercados Marks and Spencer já anunciou que cobrará de seus clientes, a partir do dia 6 de maio, o equivalente a 6,6 centavos de euro por cada sacola de plástico, aplicando o exemplo dado pela Alemanha. Segundo Gordon Brown, primeiro-ministro britânico, deve ser estimulado cada vez mais o uso de sacos de algodão, por isso ele aderiu a campanha do jornal Daily Mail, que dá uma sacola de algodão para cada leitor. Todos os anos são distribuídos no Reino Unido 13 milhões de sacolas plásticas, material praticamente não degradável.
Solução são sacolas biodegradáveis ou de algodão
Mas o problema da poluição feita pelo plástico já possui solução. Aliás, duas soluções! A reposição de sacolas plásticas por biodegradáveis e/ou sacos de pano.
As biodegradáveis (ou Oxi-Biodegradáveis) consistem em modificações químicas na composição do plástico, transformando-as em materiais mais fracos e menos consistente do que o produto normal.
Explicando de forma simplificada, a adição de um aditivo biodegradável fragiliza as ligações entre as moléculas de carbono que formam o plástico, fazendo com que o material comece a se degradar sob condições comuns ao meio ambiente ao ser descartado no lixo.
Enquanto uma sacola plástica tradicional leva centenas de anos para se decompor, as oxi-biodegradáveis desaparecem em, no máximo, 18 meses; são mais sensíveis à ação da luz solar, da umidade, à temperatura, estresse do filme, além de poderem ser digeridas por microorganismos presentes na natureza.
Apesar de ter um pequeno aumento no custo, em relação às sacolas tradicionais, a versão aditivada ainda tem o preço menor que as feitas de papel, opção mais utilizadas pelas empresas que adotam o sistema “ecologicamente correto”. Mas acredita-se que o novo material será muito bem aceito no mercado, o que influenciará a baixar o custo do preço das novas sacolas, chegando apenas 15% acima do gasto utilizado para fabricação das tradicionais.
A outra solução, talvez a mais ecológica, influencia os consumidores a voltar com o velho hábito de carregar sacolas de pano às compras. A idéia pode ser aplicada pelo próprio consumidor, com custo baixíssimo, sendo fabricada manualmente e utilizando materiais 100% renováveis.
Porém, é preciso levar em conta a infra-estrutura, os hábitos comportamentais brasileiros e as conseqüências do uso das alternativas disponíveis. Por isso, esse assunto ainda deverá repercutir muito na sociedade. O fato é que precisamos mudar nossos hábitos, não aos poucos, mas sim drasticamente. O futuro do planeta e o dos nossos filhos está em jogo e precisamos nos conscientizar para isso.
CS - Imprensa
2008-03-04 - 16:56:21








